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segunda-feira, 14 de julho de 2014




INÚTIL VAIDADE!

Ao toque desprovido de qualquer charme do alarme, mais um dia se inicia! E mesmo que se troque tudo a cada amanhecer, e com muito estudo se pretenda refazer os próprios passos, os compassos se misturam e as mudanças quase sempre viram lenda...

O chão pisado de nossa cotidiana caminhada, em sua cruel sabedoria (e às vezes em fiel embate com a nossa vontade), aguarda ansioso o peso de nossos pés preguiçosos e nos acena com sua dura realidade...

Então, ansiosos e num segundo, dominamos nossa mente ainda pura e, em amena letargia ordenamos a ela os tantos detalhes de mais uma jornada por Deus permitida...

E lá vamos! A esquecer de nós mesmos... E até do que mais gostamos! Em busca talvez, da altivez de nossos sonhos...

Sonhos desse mundo, meras alegorias que no fundo nem nos pertencem...

Sonhos que vencem facilmente a nossa sábia sabedoria, ainda que estejamos em intensa vigília... E, fatalmente, nos afastam da família, dos ternos abraços, dos eternos laços, dos grandes amigos e até mesmo dos valores antigos...

E nesse caminhar intenso, em busca de espaço e algum conforto, sorrimos, beijamos e amamos muito menos... Até disso nos esquecemos!

E no final de mais um dia de tensos momentos, talvez até hipertensos, olhamos para trás e vemos que nada somamos a nós mesmos... 

Não percebemos o carinho do nosso cachorrinho, o aceno do vizinho, nem o piar do alegre passarinho...

Em vão seguimos em frente nessa batalha quase inútil, mesmo sabendo o quanto é falha... Achamos sempre, que mais à frente, teremos tempo... Triste mentira que passamos em nós mesmos, nessa louca vaidade e ambígua realidade...

Sabemos todos essa verdade, mas engolidos pela necessidade, vamos seguindo iludidos até que os dias para nós estejam rindo... 

Pois quando os dias se tornarem sisudos, sérios e mudos, talvez notemos o cachorrinho, a ave no ninho e o sorriso do vizinho!

E se nesse dia não pudermos mais ser parte ativa dessa linda e altiva orquestra divina, sina da nossa finita saúde plena, será uma pena olhar a própria história, se para isso ainda tivermos memória... 

Pior ainda, se nesse dia ou instante, dos nossos olhos rolarem lágrimas tristes! Nessa hora, será gigante a sensação de abandono de coisas lindas e mais cruel ainda, será a dor do auto-abandono. E o tempo, em seu imenso trono de sabedoria, deitará seu manto e deixará a cargo da justa eternidade o amargo pranto que a nossa vaidade soube conquistar...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

 


QUERO ALGUÉM 

Tenho procurado alguém,
pra sorrir de braços dados.
Que me ajude a ver detalhes,
que não tenho visto mais.
Quero alguém que mude tudo,
sem mexer em quase nada...
Quero alguém que a cada dia,
encha os meus olhos d´água.
E que chore com as histórias,
que conto nas minhas poesias.
Que sorria quando eu canto,
e desafino sem saber...
Tenho procurado alguém,,
pra deitar numa varanda,
e olhar a noite toda,
a ciranda de estrelas,
que circulam pelo céu...
Quero alguém que mude tudo,
sem mexer em quase nada...
Quero alguém que a cada dia,
encha os meus olhos d´água.
 


PROCLAMO-TE

VIESTES ATÉ MIM,
PELAS MÃOS DO QUASE NADA,
PELAS VESTES DA OUSADIA DO DESTINO.
E, NESTA JORNADA EM DESATINO,
EU INVADO A MADRUGADA...

E ESSE NOVO DIA ME ADIA,
MAIS UM DIA SEM VOCÊ.
MAS TE ESPERO...
E ESSA TUA AUSÊNCIA,
RENOVA-ME  UMA ÚNICA CERTEZA:
EU TE QUERO...

A ESPERANÇA É MEU HINO,
E DIGO AO MUNDO QUE TE AMO,
QUE TE AMO, QUE TE AMO...
PROCLAMO-TE MINHA, A MIM MESMO.
PROCLAMO-ME TEU!
CONSTRUO-TE COM MEUS PENSAMENTOS,
CRIO MOMENTOS...
ACARICIO-TE  DOCEMENTE...
E VOCÊ SE FAZ  PRESENTE,
ME ACOLHE INOCENTE...

OLHE AGORA A TUA VOLTA!
E EM LINDA E DOCE ESCOLTA,
SENTIRÁS UM BEIJO MEU


NAU SEM VELA

Meu coração é nau sem vela e ruma como ela ao infinito tão bonito, logo ali... Parti de mim não sei ao certo nem de onde, seguindo em campo aberto, longe e perto, em busca de horizontes tão distantes. Mas tem sido belas as paisagens e intensas as fontes que visito, nesse bendito grito de esperança.

Assim, de mim não mais me escondo pelos vales de minh‘alma que agora, sozinha se ampara e me alcança, a despir-me calma, de todos os meus males.

Desfaço-me dos meus tristes dilemas e escrevo a você alguns secretos poemas. Afinal, deste-me com teu precioso encanto, estas novas vestes que me cobrem de emoção e que tanto supliquei, discreto, no meu eterno anonimato.

Mas o fato é que você está em mim agora, nessa linda posse que detenho, dos teus olhos em intenso brilho olhando os meus. Venho de meu exílio rompendo barreiras infinitas e insisto que o imenso infinito é logo ali. Por isso, não mais resisto à tua linda vinda inesperada até mim... E nessa chegada silenciosa, fizestes o infinito estar aqui, em morada carinhosa e eterna no meu peito.