QUANTAS VEZES...
Quantas vezes passamos por lugares maravilhosos e nem percebemos... Ouvimos os sons da natureza e sequer procuramos de onde vêm... Somos iluminados e aquecidos pelo sol e ainda assim sentimos frio... A lua nos vigia por noites a fio, mas sequer olhamos para o céu.
Quantas vezes caminhamos pelos mistérios de nossos corações e nesse caminhar incerto, estendemos as mãos convidando pessoas para as nossas vidas, mas esquecemos de convidar, primeiro, a nós mesmos... E sem nós mesmos, trafegamos por vias congestionadas e trombamos com obstáculos tão visíveis e tão fáceis de desviar...
Quantas vezes entramos num novo dia sem lhe dar graças! E por ele seguimos inutilmente... A esperar que do céu caia um socorro. A esperar que alguém ou coisas nos aliviem das nossas angustias... A esperar um milagre que jamais acontecerá, pois o milagre mora dentro de nós.
Adoecemos nosso corpo e nossa alma fitando o nada e esperando tudo... A vida brinda-nos com o melhor de si mesma, mas insistimos em estar de costas para ela e de frente para o que não importa de fato...
E é então que vêm as trevas, a escuridão! Tentamos iluminar nossos caminhos com luzes deste mundo... Com elas desviamos dos buracos físicos. Porém, não nos desviam dos buracos que estão dentro de nós...
E isso ocorre simplesmente por não acreditarmos em nós mesmos, nessa maravilhosa e imensa força que reside em nós... Tudo isso porque, quase sempre, acreditamos apenas no que vemos...
E o que vemos? Quantas vezes olhamos para dentro de nós? Será que não olhamos apenas para coisas que queremos e muito pouco para as coisas que realmente precisamos?
É assim que, às vezes, conquistamos o mundo mas perdemos a nós mesmos...

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